VMware Explore 2026 – Day 3

A Broadcom passou dois anos empurrando todo mundo pra cima, pro VCF. Todo incentivo de venda direcionava pra lá. Hoje, no terceiro dia do Explore, ela meio que admitiu isso em público: o vSphere Standard, a virtualização básica que ainda sustenta uma quantidade enorme de datacenters, ficou pra trás. O produto não acompanhou o ciclo do vSphere 9.

É tipo reformar a cobertura da casa e esquecer da fundação. Funciona bem até o primeiro tremor.

Arm ainda não chegou, diz o próprio chefe de software da Broadcom

Ram Velaga, que comanda o grupo de infraestrutura de software da Broadcom, foi direto numa entrevista hoje: Arm no ambiente corporativo ainda está a pelo menos três anos de distância. RISC-V, segundo ele, não tem apelo de cliente hoje. A aposta da VMware continua sendo virar a camada de abstração independente de CPU ou GPU, seja qual for a arquitetura que vencer essa corrida.

Dado que vale anotar: cerca de 60% do orçamento de R&D de software da Broadcom, algo em torno de 5 bilhões de dólares por ano, vai pra manter os produtos VMware que já existem. O restante fica para novos produtos e iniciativas.

O Explore já tem data pra 2027, e vai mudar de casa

Saiu confirmado: o próximo Explore em Las Vegas muda de endereço e de estação. Resorts World Las Vegas, 3 a 6 de maio de 2027, saindo de agosto pra primavera. A justificativa oficial é dar sete meses inteiros pro time colocar o aprendizado em produção antes do fim do ano.

Hoje à noite tem a festa de encerramento, no TAO Beach and Nightclub. Não vou mentir: depois de três dias de sessão técnica emendada com sessão técnica, bateu vontade de simplesmente aproveitar a praia artificial e esquecer memory tiering por umas horas.

Minha leitura do Day 3

Se o Day 1 foi a Broadcom vendendo o futuro, e o Day 2 foi ela mostrando como esse futuro funciona por dentro, o Day 3 foi simplesmente ver a Broadcom olhando pro espelho. Admitir que largou o vSphere Standard de lado. Mas foi a coisa mais honesta que ouvi a semana inteira.

Empurrar cliente demais pra cima do portfólio não é estratégia. É miopia com nome bonito. E o preço dela sempre chega, mais cedo ou mais tarde, na forma de um concorrente pequeno fazendo barulho o suficiente pra alguém prestar atenção de novo.

Apesar de todas as críticas, acho que a VMware está se recuperando. Parece ter entendido onde errou e começou a ajustar a rota. Ainda é um caminho longo, mas produto e maturidade eles têm de sobra. Agora é acompanhar os próximos capítulos e ver se essa nova direção realmente se transforma em execução.

Até o próximo evento, pessoal!

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VMware Explore 2026 – Day 2

Olá pessoal, a primeira palestra do dia foi sobre um agente de IA, mas antes de chegar lá, um parênteses pessoal: conheci o vGandalf. Nome real Tim Burkard, da Broadcom, cara gente boa, referência na comunidade por conteúdo sobre NSX-T e segurança de rede. Daquelas pessoas que você segue online há anos e, quando encontra pessoalmente, percebe que o crachá “EXPLORE SPEAKER” só confirma o que a comunidade já sabia.

Vou deixar o link do Linkedin dele: https://www.linkedin.com/in/timburkard/

AgentMinder: The New Standard for Agentic Security

Voltando à sessão. O título era AgentMinder: The New Standard for Agentic Security”, conduzida por Vadim Lander, CTO e Distinguished Engineer da divisão de identidade da Broadcom.

Ele abriu com um cenário hipotético, cronometrado: às 7h01, um agente de IA identifica um padrão de gasto incomum. Às 7h04, já está cruzando dados de RH e pedidos de compra sem nenhuma aprovação. Às 7h09, altera uma compra e submete aprovação em nome de um líder sênior. Às 7h12, aciona outros agentes pra negociar com fornecedores, delegando autoridade que nem era dele.

O problema: agentes sem identidade e sem governança

Nenhuma dessas quatro ações teve dono definido. Esse é o problema real que o AgentMinder, anunciado no Day 1, tenta resolver, e aqui vi como, na prática: cada agente vira uma identidade própria, com uma missão declarada, não um prompt solto.

A autorização não vem do que o agente pediu, vem de uma missão registrada antes dele começar a raciocinar.

Token de intenção e auditoria

Toda decisão gera um “token de intenção”, um recibo assinado de 60 segundos que você entrega pro auditor, não uma inferência sobre o que provavelmente aconteceu.”

Isso não é feature de marketing. É o tipo de coisa que qualquer empresa colocando agente de IA pra tomar decisão sozinho vai precisar resolver, cedo ou tarde.


Um caso real: universidade rodando IA privada sem orçamento de hyperscaler

A outra sessão que valeu a viagem foi a da University of Texas System, com Ellen Spencer, administradora de sistemas, e Ala Dewberry, da Broadcom.

O pedido original da liderança da universidade foi direto:

Ambiente de IA privado, seguro, GPU como serviço compartilhado, “comece rápido, cresça devagar.”

O que eles construíram:

  • Domínio de gerenciamento: Dell R760
  • Domínio de GPU: servidores R760XA com 4× H100 NVL cada
  • Alta densidade: chassi XE7740 com 8× H200 NVL
  • Inicialmente: VMs dedicadas a modelo (DLVMs)
  • Stack de IA: LLM compartilhado via NVIDIA NIM
  • Evolução: migração para VKS, com Kubernetes nativo e serviços elásticos

A estratégia de adoção de IA

O ponto mais prático da apresentação foi a estratégia híbrida que eles adotaram: usar modelo da GPT, Claude, Gemini, pra resolver o problema difícil primeiro, e depois rodar a versão refinada em modelo privado com Llama, Gemma, Mistral na infraestrutura própria, em escala.

Não é escolher um lado, é usar cada um onde ele compensa.


Memory Tiering no VCF: do conceito ao roadmap

O que também saiu hoje:

Memory tiering no VCF já suporta cerca de 75% das cargas de trabalho atuais.

“claro que a VMware diria isso, porque quer que mais gente implemente o VCF”

Mas as duas sessões sobre o assunto lotaram, o que sugere interesse real.

Roadmap

A informação nova que vale guardar: Dave Morera, da Broadcom, confirmou um roadmap de dois a três anos, com:

  • VCF 9.2: previsto para maio de 2027
  • Microsoft Radius: suporte planejado
  • VMs de grande porte: até 960 vCPUs
  • Memória: até 16 TB por VM

Minha leitura do Day 2

Diferente do Day 1, que foi anúncio atrás de anúncio, hoje senti o evento respirar fundo e mostrar o trabalho de verdade.

Se o Day 1 foi sobre o que a Broadcom quer vender, o Day 2 foi sobre como isso realmente se sustenta na prática.

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VMware Explore 2026 – Day 1

Broadcom aposta em governança de agentes de IA e abre a porta para GPUs da AMD

No primeiro dia do VMware Explore 2026, em Las Vegas, a Broadcom lançou seis produtos ou recursos novos em torno de IA privada e segurança. O keynote de abertura, “Shaping the Future of Private AI Cloud and Agentic Innovation”, já entregou o assunto do dia, e ficou claro que não é mais sobre virtualizar servidor, é sobre colocar agente de IA para rodar em produção sem perder controle sobre ele.

A Broadcom apresentou o VMware AI Factory, base de infraestrutura do VMware Private AI Cloud, cobrindo do provisionamento de bare metal até a operação em produção. A promessa, segundo a Broadcom, é reduzir o tempo entre servidor ligado no ambiente.

O detalhe técnico que mais importa: o AI Factory suporta Nvidia e AMD simultaneamente. Isso reduz a dependência de um único fornecedor de GPU num mercado ainda apertado em disponibilidade, é uma boa decisão estratégica com efeito de longo prazo maior do que qualquer anúncio de feature isolado do dia.

AgentMinder: Controle para agentes de IA

Esse foi o anúncio que resolve um problema real pouco discutido até agora. O AgentMinder é um produto de identidade e governança feito para agentes autônomos de IA, na qual cada ação do agente é verificada contra a missão declarada dele, em três pilares: Identidade, Intervenção e Inspeção. Hoje, a maioria das empresas não tem trilha de auditoria nenhuma sobre o que um agente fez e com qual credencial. Se sua empresa já tem agente de IA em produção, esse é o anúncio do dia que vale acompanhar de perto.

TrueSource, não é novidade

A Broadcom também lançou o TrueSource, programa de segurança de cadeia de suprimentos open source para Spring, Python, Node.js e bancos de dados como PostgreSQL e RabbitMQ, disponível já em licenciamento por camada.

Já as sessões de segurança e FinOps do VCF 9.1 que acompanhei ao vivo são aprofundamento de capacidades GA desde maio, nada de novidade.

Minha leitura do Day 1

No dia de hoje, a Network World publicou que o sentimento negativo sobre a Broadcom entre líderes de TI subiu para 76%, ante 33% em 2024, e que a Gartner projeta 55% das empresas migrando workloads VMware para outra plataforma até 2029.

O que mais me chamou atenção presencialmente não foi números de marketing, foi ver o AI Assistant do VCF Operations diagnosticar, em segundos, que um cluster estava com DRS em modo manual havia 12 dias, acumulando carga num único host. Ganho de produtividade operacional real interessa mais no dia a dia do que estatística de TCO em slide.

Em segurança e governança de agentes de IA, o Day 1 trouxe algo genuinamente novo. Em storage e FinOps, foi aprofundamento de capacidade já GA. Se você só tem tempo pra acompanhar uma coisa desse Day 1, é o AgentMinder.

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VMware Explore 2026: a semana que vai definir o próximo ciclo da nuvem privada com IA

Não é exagero dizer que o VMware Explore 2026, que começa nesta segunda-feira (31/08) em Las Vegas, chega num momento de virada para quem trabalha com infraestrutura, cloud e IA corporativa. E eu vou acompanhar tudo de perto, direto do Venetian Convention Center.

O motivo do hype não é só marketing de evento. Em maio deste ano, a Broadcom lançou o VMware Cloud Foundation 9.1, e os números que a empresa divulgou são do tipo que faz qualquer gestor de TI parar pra prestar atenção: até 40% de redução no custo de servidores, 39% menos custo total de armazenamento, 46% menos custo operacional de Kubernetes e upgrades de cluster até 4 vezes mais rápidos. Tudo isso mirando um problema específico: rodar cargas de IA em produção sem estourar orçamento nem abrir mão de segurança.

E aqui está o dado que muda a conversa: segundo o relatório Private Cloud Outlook 2026 da própria Broadcom, 56% das organizações já rodam ou planejam rodar inferência de IA em produção dentro de nuvem privada, uma categoria que nem existia na pesquisa do ano passado. O discurso de “tudo na nuvem pública” está sendo reescrito na prática, puxado por custo, soberania de dados e controle sobre modelos proprietários.

O que abre a semana

O keynote de segunda-feira, às 9h (horário de Vegas), já dá o tom: “Shaping the Future of Private AI Cloud and Agentic Innovation”, com Ram Velaga (Presidente do Infrastructure Software Group da Broadcom), Paul Turner (Chief Product Officer da divisão VMware Cloud Foundation) e um nome que chama atenção, Hemant Rijhumal, do Standard Chartered Bank, falando sobre como um banco global estrutura nuvem privada em escala real.

Os quatro temas que vão dominar a semana

Private AI Cloud e IA agêntica. O que eu considero um dos tópicos CORE do evento. A pergunta que todo mundo está fazendo: como colocar modelos de IA para rodar em produção, com segurança e sem depender 100% de hyperscaler.

A “crise de hardware de 2026”. GPU escasso, prazos de entrega esticados. Uma das sessões do evento é literalmente sobre como “sobreviver” a esse cenário otimizando o que já se tem de infraestrutura.

FinOps e Tokenomics. Com IA generativa e agentes consumindo tokens em escala, o controle de custo virou disciplina própria. Vai ter sessão dedicada a gestão de ROI e ao que estão chamando de “tokenomics” da era da IA.

Soberania de dados (Sovereign Cloud). Tema que ganhou força com regulação e geopolítica, e que vai aparecer em pelo menos uma sessão dedicada só a isso.

Além dos keynotes e das mais de 400 sessões técnicas, o evento tem Command Center Wall (monitoramento de implantações VCF em tempo real), hands-on labs e cinco certificações VCAP disponíveis para quem quiser sair de Vegas com currículo atualizado.

Nos próximos dias, vou publicar a cobertura dia a dia direto daqui, sessões, bastidores e o que realmente importa pra quem decide infraestrutura no Brasil. Acompanha comigo.

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Como dimensionar um ambiente de virtualização para crescer sem rework

Ambientes virtualizados raramente falham no momento da implantação.
Na maioria dos casos, eles entram em colapso meses depois, quando começam a crescer sem que o projeto inicial tenha considerado expansão, picos de consumo e cenários reais de falha.

O quase nunca é a tecnologia, mas sim o modelo mental utilizado no dimensionamento.

Neste artigo veremos um método prático para dimensionar ambientes de virtualização com foco em:

  • Estabilidade operacional
  • Crescimento previsível
  • Facilidade de expansão
  • Redução de retrabalho (rework)

Sem fórmulas mágicas, baseado em princípios de arquitetura.


Por que ambientes virtualizados quebram

Os principais fatores que levam um ambiente a degradação é:

  • Projeto baseado apenas em capacidade bruta (TB e número de cores)
  • Ignorar latência de storage
  • Overcommit agressivo sem observabilidade
  • Ausência de margem para alta disponibilidade
  • Crescimento orgânico sem planejamento

Virtualização não morre por falta de hardware, virtualização morre por falta de arquitetura.


Definição do perfil de workload

Antes de falar em servidor, é obrigatório entender a carga.

Perguntas essenciais:

  • Quantas VMs?
  • Quantas VMs em 12,24 ou 60 meses?
  • Aplicações são CPU-bound, memory-bound ou IO-bound?
  • Há workloads sensíveis à latência?

Classificação simples:

  • CPU-bound → bancos de dados, aplicações com alto cálculo
  • Memory-bound → caches, aplicações Java, analytics
  • IO-bound → VDI, bancos de dados transacionais, file servers

Dois ambientes com o mesmo número de VMs podem exigir arquiteturas completamente diferentes.


Dimensionamento de CPU

Princípios:

  • vCPU não é core físico
  • Overcommit é aceitável, desde que controlado
  • Frequência de clock importa tanto quanto quantidade de núcleos

Boas práticas:

  • Overcommit conservador: 3:1
  • Reservar capacidade para falha de pelo menos um host
  • Monitorar CPU Ready

Se o ambiente é crítico, priorize mais hosts médios ao invés de poucos hosts gigantes.


Dimensionamento de memória

Memória é o recurso mais crítico da virtualização.

Princípios:

  • Evitar ballooning e swapping
  • Considerar consumo do hypervisor
  • Considerar cache de storage em memória

Boas práticas:

  • Margem livre mínima: 20% a 30%
  • Evitar overcommit agressivo
  • Padronizar tamanhos de VM quando possível

Gosto de pensar que cpu se gerencia e memória se respeita.


Storage: latência primeiro, capacidade depois

Usuários não percebem IOPS.
Usuários percebem latência.

Aspectos fundamentais:

  • Latência média
  • Latência em pico
  • Perfil de leitura vs escrita
  • Aleatório vs sequencial

Boas práticas:

  • Separar tiers (NVMe, SSD, NL-SAS)
  • Garantir cache adequado
  • Monitorar filas de IO

Rede dentro da virtualização

Rede subdimensionada mascara problemas de CPU e storage.

Boas práticas:

  • Redundância física
  • Separação lógica de tráfego
    • Gerência
    • Storage
    • Migração
    • Produção
  • Throughput compatível com storage

Evite arquiteturas onde todo tráfego passa por um único uplink.


Alta disponibilidade na prática

Pergunta que deve ser pensanda, se eu perder um host agora, tudo continua funcionando?

Boas práticas:

  • Capacidade reservada para falha
  • Testes periódicos de HA
  • Janela de manutenção considerada no projeto

Regra prática:

HA sem capacidade é apenas reinicialização elegante.


Planejamento de crescimento

Todo projeto deve nascer com:

  • Slots livres de expansão
  • Licenciamento previsto

Escalar não deve ser um projeto especial.
Deve ser rotina operacional.


Erros clássicos

  • Comprar servidor maior em vez de mais nós
  • Misturar workloads incompatíveis no mesmo cluster
  • Não medir consumo real
  • Ignorar latência
  • Não testar cenários de falha

Meu pensamento

Muitas organizações investem em servidores de marcas enterprise, como Dell ou Lenovo, contratam 5, 6 ou até 7 anos de garantia e acreditam que isso, por si só, garante longevidade ao ambiente.
Na prática, vemos exatamente o oposto: clusters que morrem com 2 ou 3 anos, não por falha de hardware, mas por mau dimensionamento.

O hardware sobrevive. A arquitetura não.

Um cluster começa a envelhecer no dia em que nasce, e esse envelhecimento é acelerado quando:

  • O dimensionamento de vCPU é feito sem critério
  • Processadores são escolhidos apenas pela quantidade de cores, ignorando clock base
  • Workloads single-threaded sofrem por falta de frequência
  • A segmentação lógica de rede é tratada como “opcional”

Dimensionar corretamente vCPU, priorizar CPUs com frequência base mais alta para cargas sensíveis a single-thread e desenhar uma segmentação lógica bem definida (gerência, storage, migração e produção) devem ser decisões tomadas antes da primeira VM ser criada.

É curioso observar que muitas empresas consideram o cluster de virtualização como o ativo mais crítico do negócio, mas não executam sequer o básico — como configurar alta disponibilidade para o vCenter Server.
Sim, o coração do ambiente sem HA.

Se você quer evitar que seu cluster envelheça antes do tempo, o ponto de partida não é o modelo do servidor.
É o desenho.

Me procure para trocar uma ideia e desenhar juntos o melhor cenário.

Ambiente virtualizado bem projetado não é o maior.
Não é o mais caro.
Não é o mais novo.

É aquele que cresce sem surpresa, opera estável e permite expansão sem redesenho.

Arquitetura vem antes do hardware.

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