VMware Explore 2026 – Day 2

Olá pessoal, a primeira palestra do dia foi sobre um agente de IA, mas antes de chegar lá, um parênteses pessoal: conheci o vGandalf. Nome real Tim Burkard, da Broadcom, cara gente boa, referência na comunidade por conteúdo sobre NSX-T e segurança de rede. Daquelas pessoas que você segue online há anos e, quando encontra pessoalmente, percebe que o crachá “EXPLORE SPEAKER” só confirma o que a comunidade já sabia.

Vou deixar o link do Linkedin dele: https://www.linkedin.com/in/timburkard/

AgentMinder: The New Standard for Agentic Security

Voltando à sessão. O título era AgentMinder: The New Standard for Agentic Security”, conduzida por Vadim Lander, CTO e Distinguished Engineer da divisão de identidade da Broadcom.

Ele abriu com um cenário hipotético, cronometrado: às 7h01, um agente de IA identifica um padrão de gasto incomum. Às 7h04, já está cruzando dados de RH e pedidos de compra sem nenhuma aprovação. Às 7h09, altera uma compra e submete aprovação em nome de um líder sênior. Às 7h12, aciona outros agentes pra negociar com fornecedores, delegando autoridade que nem era dele.

O problema: agentes sem identidade e sem governança

Nenhuma dessas quatro ações teve dono definido. Esse é o problema real que o AgentMinder, anunciado no Day 1, tenta resolver, e aqui vi como, na prática: cada agente vira uma identidade própria, com uma missão declarada, não um prompt solto.

A autorização não vem do que o agente pediu, vem de uma missão registrada antes dele começar a raciocinar.

Token de intenção e auditoria

Toda decisão gera um “token de intenção”, um recibo assinado de 60 segundos que você entrega pro auditor, não uma inferência sobre o que provavelmente aconteceu.”

Isso não é feature de marketing. É o tipo de coisa que qualquer empresa colocando agente de IA pra tomar decisão sozinho vai precisar resolver, cedo ou tarde.


Um caso real: universidade rodando IA privada sem orçamento de hyperscaler

A outra sessão que valeu a viagem foi a da University of Texas System, com Ellen Spencer, administradora de sistemas, e Ala Dewberry, da Broadcom.

O pedido original da liderança da universidade foi direto:

Ambiente de IA privado, seguro, GPU como serviço compartilhado, “comece rápido, cresça devagar.”

O que eles construíram:

  • Domínio de gerenciamento: Dell R760
  • Domínio de GPU: servidores R760XA com 4× H100 NVL cada
  • Alta densidade: chassi XE7740 com 8× H200 NVL
  • Inicialmente: VMs dedicadas a modelo (DLVMs)
  • Stack de IA: LLM compartilhado via NVIDIA NIM
  • Evolução: migração para VKS, com Kubernetes nativo e serviços elásticos

A estratégia de adoção de IA

O ponto mais prático da apresentação foi a estratégia híbrida que eles adotaram: usar modelo da GPT, Claude, Gemini, pra resolver o problema difícil primeiro, e depois rodar a versão refinada em modelo privado com Llama, Gemma, Mistral na infraestrutura própria, em escala.

Não é escolher um lado, é usar cada um onde ele compensa.


Memory Tiering no VCF: do conceito ao roadmap

O que também saiu hoje:

Memory tiering no VCF já suporta cerca de 75% das cargas de trabalho atuais.

“claro que a VMware diria isso, porque quer que mais gente implemente o VCF”

Mas as duas sessões sobre o assunto lotaram, o que sugere interesse real.

Roadmap

A informação nova que vale guardar: Dave Morera, da Broadcom, confirmou um roadmap de dois a três anos, com:

  • VCF 9.2: previsto para maio de 2027
  • Microsoft Radius: suporte planejado
  • VMs de grande porte: até 960 vCPUs
  • Memória: até 16 TB por VM

Minha leitura do Day 2

Diferente do Day 1, que foi anúncio atrás de anúncio, hoje senti o evento respirar fundo e mostrar o trabalho de verdade.

Se o Day 1 foi sobre o que a Broadcom quer vender, o Day 2 foi sobre como isso realmente se sustenta na prática.

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VMware Explore 2026 – Day 1

Broadcom aposta em governança de agentes de IA e abre a porta para GPUs da AMD

No primeiro dia do VMware Explore 2026, em Las Vegas, a Broadcom lançou seis produtos ou recursos novos em torno de IA privada e segurança. O keynote de abertura, “Shaping the Future of Private AI Cloud and Agentic Innovation”, já entregou o assunto do dia, e ficou claro que não é mais sobre virtualizar servidor, é sobre colocar agente de IA para rodar em produção sem perder controle sobre ele.

A Broadcom apresentou o VMware AI Factory, base de infraestrutura do VMware Private AI Cloud, cobrindo do provisionamento de bare metal até a operação em produção. A promessa, segundo a Broadcom, é reduzir o tempo entre servidor ligado no ambiente.

O detalhe técnico que mais importa: o AI Factory suporta Nvidia e AMD simultaneamente. Isso reduz a dependência de um único fornecedor de GPU num mercado ainda apertado em disponibilidade, é uma boa decisão estratégica com efeito de longo prazo maior do que qualquer anúncio de feature isolado do dia.

AgentMinder: Controle para agentes de IA

Esse foi o anúncio que resolve um problema real pouco discutido até agora. O AgentMinder é um produto de identidade e governança feito para agentes autônomos de IA, na qual cada ação do agente é verificada contra a missão declarada dele, em três pilares: Identidade, Intervenção e Inspeção. Hoje, a maioria das empresas não tem trilha de auditoria nenhuma sobre o que um agente fez e com qual credencial. Se sua empresa já tem agente de IA em produção, esse é o anúncio do dia que vale acompanhar de perto.

TrueSource, não é novidade

A Broadcom também lançou o TrueSource, programa de segurança de cadeia de suprimentos open source para Spring, Python, Node.js e bancos de dados como PostgreSQL e RabbitMQ, disponível já em licenciamento por camada.

Já as sessões de segurança e FinOps do VCF 9.1 que acompanhei ao vivo são aprofundamento de capacidades GA desde maio, nada de novidade.

Minha leitura do Day 1

No dia de hoje, a Network World publicou que o sentimento negativo sobre a Broadcom entre líderes de TI subiu para 76%, ante 33% em 2024, e que a Gartner projeta 55% das empresas migrando workloads VMware para outra plataforma até 2029.

O que mais me chamou atenção presencialmente não foi números de marketing, foi ver o AI Assistant do VCF Operations diagnosticar, em segundos, que um cluster estava com DRS em modo manual havia 12 dias, acumulando carga num único host. Ganho de produtividade operacional real interessa mais no dia a dia do que estatística de TCO em slide.

Em segurança e governança de agentes de IA, o Day 1 trouxe algo genuinamente novo. Em storage e FinOps, foi aprofundamento de capacidade já GA. Se você só tem tempo pra acompanhar uma coisa desse Day 1, é o AgentMinder.

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