IBM TechXchange 2026 – Atlanta

Se o VMware Explore foi a Broadcom tentando fazer as pazes com o cliente, o IBM TechXchange 2026 foi a IBM tentando colocar limites em agente de IA. Passei a semana de 26 a 29 de outubro em Atlanta, no Georgia World Congress Center, e o recado do evento inteiro cabe numa frase do keynote de abertura do Dinesh Nirmal (SVP de Software da IBM): só uns 25% dos agentes de IA hoje estão prontos pra rodar em empresa. Os outros 75% são prompt solto com acesso a sistema de produção.

O TechXchange é o evento técnico da IBM (o Think é o executivo; esse aqui é o de quem bota a mão na stack). Mais de 5,4 mil pessoas de 76 países, mais de mil sessões, e uma novidade de formato: a HashiConf rodou dentro do TechXchange. Isso explica por que Terraform e Vault apareceram em quase toda conversa.

Agente sem dono não entra: Agent Identity e Vault 2.2

O anúncio que amarra o evento inteiro é o IBM Agent Identity, no dia 26, junto com o HashiCorp Vault 2.2. A ideia é simples de explicar e difícil de fazer: todo agente vira uma identidade com dono, inventário e missão, recebe credencial efêmera (token de curta duração, escopo por tarefa) e pode ter a sessão revogada em tempo real. Tentou fazer algo fora da permissão, a sessão cai na hora. O Vault emite a credencial just-in-time, e tudo fica numa trilha de auditoria ligando humano, agente e ação.

É o crachá de visitante que expira no fim do dia, só que pra software. Hoje a maioria das empresas dá ao agente o crachá do diretor e torce.

watsonx Orchestrate quer ser o controle, não a fábrica

A segunda peça é o watsonx Orchestrate, que ganhou um AI Gateway único pra descobrir, conter e avaliar agentes, inclusive os que não são da IBM: Amazon Bedrock, Microsoft Foundry e Google Gemini. Discover e Contain (sandbox isolado com kill switch) estão em tech preview; Evaluate já está disponível, com LLM-as-a-judge e trace passo a passo do que o agente fez. Tem ainda um Premium Runtime com isolamento por hardware.

A IBM entendeu que não vai ganhar a corrida de quem constrói o melhor agente. Então está se posicionando como a camada de governança por cima dos agentes dos outros. É middleware, de novo. Coerente com o histórico deles.

Concert: Instana, Turbonomic, SevOne e AIOps numa coisa só

Pra quem é de operação, o anúncio mais prático foi o IBM Concert virando plataforma unificada: observabilidade full-stack (Instana), observabilidade de rede (SevOne), otimização de capacidade (Turbonomic), gestão de incidentes (o antigo Cloud Pak for AIOps) e vulnerabilidades com prova de exploitabilidade. Roda em SaaS ou on-prem, e podemos definir o que automatiza e o que precisa de aprovação.

Para operadora, correlação app + infra + rede num lugar só é exatamente a dor que a gente vive no NOC: o alarme nasce na rede, aparece na aplicação e o ticket cai na infra. Vale PoC.

HashiConf dentro do TechXchange: Terraform pra agentes

Com a HashiConf integrada, o Terraform teve sua própria rodada de anúncios. O Terraform policy (policy-as-code em HCL, com conversor pra quem vem de Sentinel e OPA) . O Developer Portal (self-service governado: o time de plataforma define o padrão, dev e agente consomem) e o servidor MCP remoto do HCP Terraform estão em public preview.

A lógica: um agente (citaram IBM Bob, Claude Code, Copilot e Cursor) descobre módulos aprovados e gera código no padrão da empresa, com a mesma autenticação e as mesmas permissões de um humano. Traduzindo: o agente não ganha atalho. Entra pela mesma porta que você.

Supply chain open source: Bob DevSecOps e a Lightwell

O IBM Bob, o agente de desenvolvimento da IBM (já com 170 mil usuários, dois terços deles não desenvolvedores), ganhou um pacote premium de DevSecOps. O recurso que mais me chamou atenção é o SafeWrite: ele intercepta a edição de arquivo ou a instalação de pacote que o agente de IA propôs, antes de chegar no disco, e troca a dependência vulnerável pela versão corrigida mais próxima. Se não tem correção conhecida, bloqueia. Além disso, SAST em tempo real e review de pull request, que chega em novembro pra GitHub.

Nas sessões da Red Hat, o assunto dominante foi a Lightwell, a iniciativa IBM + Red Hat anunciada em maio com US$ 5 bilhões e 20 mil engenheiros pra remediar vulnerabilidade em open source com IA. Em outubro divulgaram mais de 400 vulnerabilidades inéditas corrigidas em bibliotecas Java; a promessa no título das sessões era patch de 90 pra 7 dias. A fase comercial começou por financeiro; telecom está na lista de expansão. Vou acompanhar.

Pós-quântico saiu do PowerPoint

O IBM Quantum Safe virou uma suíte de verdade: Cryptography Manager (inventário e migração), Explorer (varre o código e gera CBOM, o “bill of materials” criptográfico) e Proxy (deixa cliente legado conviver com servidor já pós-quântico). Os prazos regulatórios que eles citaram começam em 2030, e o argumento do “harvest now, decrypt later” vale pra qualquer dado que precisa ficar sigiloso por mais de cinco anos. Certificado, VPN e dado de assinante entram nessa conta.

Se você ainda não tem inventário criptográfico, 2027 é um bom ano pra começar. Não porque o quântico chega em 2027, mas porque inventário de certificado em empresa grande demora mais do que a gente admite.

E a infraestrutura? Evolução, sem lançamento

Vou ser direto: não teve anúncio novo de Power nem de Storage nessa edição. O Power11 é de julho de 2025 e a família FlashSystem 5600/7600/9600 saiu em fevereiro. O que teve foi evolução em volta do que já existe:

  • Spyre, o acelerador de IA da IBM, agora roda modelos do Hugging Face e vLLM via integração profunda com PyTorch (anúncio de 17/10, reforçado no evento). Pra inferência em Power sem GPU, começa a ficar interessante.
  • OpenShift Virtualization teve deep dive de storage (CSI, storage class pra VM, live migration, snapshot, clone, HA e DR). Pra quem avalia uma segunda plataforma de virtualização depois do licenciamento da Broadcom, é sinal de maturidade.
  • IBM Fusion com OpenShift apareceu no user group da Red Hat, junto com o caso interno da própria IBM (“Client Zero”).
  • Inferência distribuída com llm-d e vLLM, e um lab de “Model-as-a-Service” privado com controle de acesso e métrica de uso pra chargeback. Pra quem entrega cloud pra cliente, como a gente, isso é produto pronto pra copiar.
  • Instana + Event-Driven Ansible + agentes via MCP fechando o loop de AIOps, com RBAC e aprovação humana antes de executar a remediação.

Resumo do TechXchange 2026

A IBM deslocou o centro de gravidade de “modelo” pra “agente governado” e reorganizou o portfólio inteiro (Orchestrate, Concert, Verify, Vault, Terraform) em torno de três palavras: identidade, controle e operação. Pra quem roda infraestrutura e cloud, o que importa não é a fábrica de agentes. É a camada de baixo: segredo, política, observabilidade e plataforma Kubernetes/virtualização. IBM e Red Hat estão tratando isso como pré-requisito, e eu concordo.

E a parte boa é que quase tudo que vi dá pra experimentar em escala pequena antes de qualquer compromisso: Vault pra credencial efêmera, policy-as-code no Terraform, um PoC de Concert num domínio só, um cluster de OpenShift Virtualization. Arquitetura primeiro, contrato depois. É por aí que eu começaria.

Se você só tem tempo pra acompanhar uma coisa desse evento, é o Agent Identity. O resto orbita em volta dele.

O TechXchange 2027 já tem data: 8 a 11 de novembro de 2027, de novo em Atlanta. Até o próximo evento, pessoal!

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VMware Explore 2026 – Day 3

A Broadcom passou dois anos empurrando todo mundo pra cima, pro VCF. Todo incentivo de venda direcionava pra lá. Hoje, no terceiro dia do Explore, ela meio que admitiu isso em público: o vSphere Standard, a virtualização básica que ainda sustenta uma quantidade enorme de datacenters, ficou pra trás. O produto não acompanhou o ciclo do vSphere 9.

É tipo reformar a cobertura da casa e esquecer da fundação. Funciona bem até o primeiro tremor.

Arm ainda não chegou, diz o próprio chefe de software da Broadcom

Ram Velaga, que comanda o grupo de infraestrutura de software da Broadcom, foi direto numa entrevista hoje: Arm no ambiente corporativo ainda está a pelo menos três anos de distância. RISC-V, segundo ele, não tem apelo de cliente hoje. A aposta da VMware continua sendo virar a camada de abstração independente de CPU ou GPU, seja qual for a arquitetura que vencer essa corrida.

Dado que vale anotar: cerca de 60% do orçamento de R&D de software da Broadcom, algo em torno de 5 bilhões de dólares por ano, vai pra manter os produtos VMware que já existem. O restante fica para novos produtos e iniciativas.

O Explore já tem data pra 2027, e vai mudar de casa

Saiu confirmado: o próximo Explore em Las Vegas muda de endereço e de estação. Resorts World Las Vegas, 3 a 6 de maio de 2027, saindo de agosto pra primavera. A justificativa oficial é dar sete meses inteiros pro time colocar o aprendizado em produção antes do fim do ano.

Hoje à noite tem a festa de encerramento, no TAO Beach and Nightclub. Não vou mentir: depois de três dias de sessão técnica emendada com sessão técnica, bateu vontade de simplesmente aproveitar a praia artificial e esquecer memory tiering por umas horas.

Minha leitura do Day 3

Se o Day 1 foi a Broadcom vendendo o futuro, e o Day 2 foi ela mostrando como esse futuro funciona por dentro, o Day 3 foi simplesmente ver a Broadcom olhando pro espelho. Admitir que largou o vSphere Standard de lado. Mas foi a coisa mais honesta que ouvi a semana inteira.

Empurrar cliente demais pra cima do portfólio não é estratégia. É miopia com nome bonito. E o preço dela sempre chega, mais cedo ou mais tarde, na forma de um concorrente pequeno fazendo barulho o suficiente pra alguém prestar atenção de novo.

Apesar de todas as críticas, acho que a VMware está se recuperando. Parece ter entendido onde errou e começou a ajustar a rota. Ainda é um caminho longo, mas produto e maturidade eles têm de sobra. Agora é acompanhar os próximos capítulos e ver se essa nova direção realmente se transforma em execução.

Até o próximo evento, pessoal!

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VMware Explore 2026 – Day 2

Olá pessoal, a primeira palestra do dia foi sobre um agente de IA, mas antes de chegar lá, um parênteses pessoal: conheci o vGandalf. Nome real Tim Burkard, da Broadcom, cara gente boa, referência na comunidade por conteúdo sobre NSX-T e segurança de rede. Daquelas pessoas que você segue online há anos e, quando encontra pessoalmente, percebe que o crachá “EXPLORE SPEAKER” só confirma o que a comunidade já sabia.

Vou deixar o link do Linkedin dele: https://www.linkedin.com/in/timburkard/

AgentMinder: The New Standard for Agentic Security

Voltando à sessão. O título era “AgentMinder: The New Standard for Agentic Security”, conduzida por Vadim Lander, CTO e Distinguished Engineer da divisão de identidade da Broadcom.

Ele abriu com um cenário hipotético, cronometrado: às 7h01, um agente de IA identifica um padrão de gasto incomum. Às 7h04, já está cruzando dados de RH e pedidos de compra sem nenhuma aprovação. Às 7h09, altera uma compra e submete aprovação em nome de um líder sênior. Às 7h12, aciona outros agentes pra negociar com fornecedores, delegando autoridade que nem era dele.

O problema: agentes sem identidade e sem governança

Nenhuma dessas quatro ações teve dono definido. Esse é o problema real que o AgentMinder, anunciado no Day 1, tenta resolver, e aqui vi como, na prática: cada agente vira uma identidade própria, com uma missão declarada, não um prompt solto.

A autorização não vem do que o agente pediu, vem de uma missão registrada antes dele começar a raciocinar.

Token de intenção e auditoria

Toda decisão gera um “token de intenção”, um recibo assinado de 60 segundos que você entrega pro auditor, não uma inferência sobre o que provavelmente aconteceu.”

Isso não é feature de marketing. É o tipo de coisa que qualquer empresa colocando agente de IA pra tomar decisão sozinho vai precisar resolver, cedo ou tarde.


Um caso real: universidade rodando IA privada sem orçamento de hyperscaler

A outra sessão que valeu a viagem foi a da University of Texas System, com Ellen Spencer, administradora de sistemas, e Ala Dewberry, da Broadcom.

O pedido original da liderança da universidade foi direto:

Ambiente de IA privado, seguro, GPU como serviço compartilhado, “comece rápido, cresça devagar.”

O que eles construíram:

  • Domínio de gerenciamento: Dell R760
  • Domínio de GPU: servidores R760XA com 4× H100 NVL cada
  • Alta densidade: chassi XE7740 com 8× H200 NVL
  • Inicialmente: VMs dedicadas a modelo (DLVMs)
  • Stack de IA: LLM compartilhado via NVIDIA NIM
  • Evolução: migração para VKS, com Kubernetes nativo e serviços elásticos

A estratégia de adoção de IA

O ponto mais prático da apresentação foi a estratégia híbrida que eles adotaram: usar modelo da GPT, Claude, Gemini, pra resolver o problema difícil primeiro, e depois rodar a versão refinada em modelo privado com Llama, Gemma, Mistral na infraestrutura própria, em escala.

Não é escolher um lado, é usar cada um onde ele compensa.


Memory Tiering no VCF: do conceito ao roadmap

O que também saiu hoje:

Memory tiering no VCF já suporta cerca de 75% das cargas de trabalho atuais.

“claro que a VMware diria isso, porque quer que mais gente implemente o VCF”

Mas as duas sessões sobre o assunto lotaram, o que sugere interesse real.

Roadmap

A informação nova que vale guardar: Dave Morera, da Broadcom, confirmou um roadmap de dois a três anos, com:

  • VCF 9.2: previsto para maio de 2027
  • Microsoft Radius: suporte planejado
  • VMs de grande porte: até 960 vCPUs
  • Memória: até 16 TB por VM

Minha leitura do Day 2

Diferente do Day 1, que foi anúncio atrás de anúncio, hoje senti o evento respirar fundo e mostrar o trabalho de verdade.

Se o Day 1 foi sobre o que a Broadcom quer vender, o Day 2 foi sobre como isso realmente se sustenta na prática.

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VMware Explore 2026 – Day 1

Broadcom aposta em governança de agentes de IA e abre a porta para GPUs da AMD

No primeiro dia do VMware Explore 2026, em Las Vegas, a Broadcom lançou seis produtos ou recursos novos em torno de IA privada e segurança. O keynote de abertura, “Shaping the Future of Private AI Cloud and Agentic Innovation”, já entregou o assunto do dia, e ficou claro que não é mais sobre virtualizar servidor, é sobre colocar agente de IA para rodar em produção sem perder controle sobre ele.

A Broadcom apresentou o VMware AI Factory, base de infraestrutura do VMware Private AI Cloud, cobrindo do provisionamento de bare metal até a operação em produção. A promessa, segundo a Broadcom, é reduzir o tempo entre servidor ligado no ambiente.

O detalhe técnico que mais importa: o AI Factory suporta Nvidia e AMD simultaneamente. Isso reduz a dependência de um único fornecedor de GPU num mercado ainda apertado em disponibilidade, é uma boa decisão estratégica com efeito de longo prazo maior do que qualquer anúncio de feature isolado do dia.

AgentMinder: Controle para agentes de IA

Esse foi o anúncio que resolve um problema real pouco discutido até agora. O AgentMinder é um produto de identidade e governança feito para agentes autônomos de IA, na qual cada ação do agente é verificada contra a missão declarada dele, em três pilares: Identidade, Intervenção e Inspeção. Hoje, a maioria das empresas não tem trilha de auditoria nenhuma sobre o que um agente fez e com qual credencial. Se sua empresa já tem agente de IA em produção, esse é o anúncio do dia que vale acompanhar de perto.

TrueSource, não é novidade

A Broadcom também lançou o TrueSource, programa de segurança de cadeia de suprimentos open source para Spring, Python, Node.js e bancos de dados como PostgreSQL e RabbitMQ, disponível já em licenciamento por camada.

Já as sessões de segurança e FinOps do VCF 9.1 que acompanhei ao vivo são aprofundamento de capacidades GA desde maio, nada de novidade.

Minha leitura do Day 1

No dia de hoje, a Network World publicou que o sentimento negativo sobre a Broadcom entre líderes de TI subiu para 76%, ante 33% em 2024, e que a Gartner projeta 55% das empresas migrando workloads VMware para outra plataforma até 2029.

O que mais me chamou atenção presencialmente não foi números de marketing, foi ver o AI Assistant do VCF Operations diagnosticar, em segundos, que um cluster estava com DRS em modo manual havia 12 dias, acumulando carga num único host. Ganho de produtividade operacional real interessa mais no dia a dia do que estatística de TCO em slide.

Em segurança e governança de agentes de IA, o Day 1 trouxe algo genuinamente novo. Em storage e FinOps, foi aprofundamento de capacidade já GA. Se você só tem tempo pra acompanhar uma coisa desse Day 1, é o AgentMinder.

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VMware Explore 2026: a semana que vai definir o próximo ciclo da nuvem privada com IA

Não é exagero dizer que o VMware Explore 2026, que começa nesta segunda-feira (31/08) em Las Vegas, chega num momento de virada para quem trabalha com infraestrutura, cloud e IA corporativa. E eu vou acompanhar tudo de perto, direto do Venetian Convention Center.

O motivo do hype não é só marketing de evento. Em maio deste ano, a Broadcom lançou o VMware Cloud Foundation 9.1, e os números que a empresa divulgou são do tipo que faz qualquer gestor de TI parar pra prestar atenção: até 40% de redução no custo de servidores, 39% menos custo total de armazenamento, 46% menos custo operacional de Kubernetes e upgrades de cluster até 4 vezes mais rápidos. Tudo isso mirando um problema específico: rodar cargas de IA em produção sem estourar orçamento nem abrir mão de segurança.

E aqui está o dado que muda a conversa: segundo o relatório Private Cloud Outlook 2026 da própria Broadcom, 56% das organizações já rodam ou planejam rodar inferência de IA em produção dentro de nuvem privada, uma categoria que nem existia na pesquisa do ano passado. O discurso de “tudo na nuvem pública” está sendo reescrito na prática, puxado por custo, soberania de dados e controle sobre modelos proprietários.

O que abre a semana

O keynote de segunda-feira, às 9h (horário de Vegas), já dá o tom: “Shaping the Future of Private AI Cloud and Agentic Innovation”, com Ram Velaga (Presidente do Infrastructure Software Group da Broadcom), Paul Turner (Chief Product Officer da divisão VMware Cloud Foundation) e um nome que chama atenção, Hemant Rijhumal, do Standard Chartered Bank, falando sobre como um banco global estrutura nuvem privada em escala real.

Os quatro temas que vão dominar a semana

Private AI Cloud e IA agêntica. O que eu considero um dos tópicos CORE do evento. A pergunta que todo mundo está fazendo: como colocar modelos de IA para rodar em produção, com segurança e sem depender 100% de hyperscaler.

A “crise de hardware de 2026”. GPU escasso, prazos de entrega esticados. Uma das sessões do evento é literalmente sobre como “sobreviver” a esse cenário otimizando o que já se tem de infraestrutura.

FinOps e Tokenomics. Com IA generativa e agentes consumindo tokens em escala, o controle de custo virou disciplina própria. Vai ter sessão dedicada a gestão de ROI e ao que estão chamando de “tokenomics” da era da IA.

Soberania de dados (Sovereign Cloud). Tema que ganhou força com regulação e geopolítica, e que vai aparecer em pelo menos uma sessão dedicada só a isso.

Além dos keynotes e das mais de 400 sessões técnicas, o evento tem Command Center Wall (monitoramento de implantações VCF em tempo real), hands-on labs e cinco certificações VCAP disponíveis para quem quiser sair de Vegas com currículo atualizado.

Nos próximos dias, vou publicar a cobertura dia a dia direto daqui, sessões, bastidores e o que realmente importa pra quem decide infraestrutura no Brasil. Acompanha comigo.

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