Olá pessoal, a primeira palestra do dia foi sobre um agente de IA, mas antes de chegar lá, um parênteses pessoal: conheci o vGandalf. Nome real Tim Burkard, da Broadcom, cara gente boa, referência na comunidade por conteúdo sobre NSX-T e segurança de rede. Daquelas pessoas que você segue online há anos e, quando encontra pessoalmente, percebe que o crachá “EXPLORE SPEAKER” só confirma o que a comunidade já sabia.
Vou deixar o link do Linkedin dele: https://www.linkedin.com/in/timburkard/

AgentMinder: The New Standard for Agentic Security
Voltando à sessão. O título era “AgentMinder: The New Standard for Agentic Security”, conduzida por Vadim Lander, CTO e Distinguished Engineer da divisão de identidade da Broadcom.
Ele abriu com um cenário hipotético, cronometrado: às 7h01, um agente de IA identifica um padrão de gasto incomum. Às 7h04, já está cruzando dados de RH e pedidos de compra sem nenhuma aprovação. Às 7h09, altera uma compra e submete aprovação em nome de um líder sênior. Às 7h12, aciona outros agentes pra negociar com fornecedores, delegando autoridade que nem era dele.
O problema: agentes sem identidade e sem governança
Nenhuma dessas quatro ações teve dono definido. Esse é o problema real que o AgentMinder, anunciado no Day 1, tenta resolver, e aqui vi como, na prática: cada agente vira uma identidade própria, com uma missão declarada, não um prompt solto.
A autorização não vem do que o agente pediu, vem de uma missão registrada antes dele começar a raciocinar.
Token de intenção e auditoria
Toda decisão gera um “token de intenção”, um recibo assinado de 60 segundos que você entrega pro auditor, não uma inferência sobre o que provavelmente aconteceu.”
Isso não é feature de marketing. É o tipo de coisa que qualquer empresa colocando agente de IA pra tomar decisão sozinho vai precisar resolver, cedo ou tarde.
Um caso real: universidade rodando IA privada sem orçamento de hyperscaler
A outra sessão que valeu a viagem foi a da University of Texas System, com Ellen Spencer, administradora de sistemas, e Ala Dewberry, da Broadcom.
O pedido original da liderança da universidade foi direto:
Ambiente de IA privado, seguro, GPU como serviço compartilhado, “comece rápido, cresça devagar.”
O que eles construíram:
- Domínio de gerenciamento: Dell R760
- Domínio de GPU: servidores R760XA com 4× H100 NVL cada
- Alta densidade: chassi XE7740 com 8× H200 NVL
- Inicialmente: VMs dedicadas a modelo (DLVMs)
- Stack de IA: LLM compartilhado via NVIDIA NIM
- Evolução: migração para VKS, com Kubernetes nativo e serviços elásticos
A estratégia de adoção de IA
O ponto mais prático da apresentação foi a estratégia híbrida que eles adotaram: usar modelo da GPT, Claude, Gemini, pra resolver o problema difícil primeiro, e depois rodar a versão refinada em modelo privado com Llama, Gemma, Mistral na infraestrutura própria, em escala.
Não é escolher um lado, é usar cada um onde ele compensa.
Memory Tiering no VCF: do conceito ao roadmap
O que também saiu hoje:
Memory tiering no VCF já suporta cerca de 75% das cargas de trabalho atuais.
“claro que a VMware diria isso, porque quer que mais gente implemente o VCF”
Mas as duas sessões sobre o assunto lotaram, o que sugere interesse real.
Roadmap
A informação nova que vale guardar: Dave Morera, da Broadcom, confirmou um roadmap de dois a três anos, com:
- VCF 9.2: previsto para maio de 2027
- Microsoft Radius: suporte planejado
- VMs de grande porte: até 960 vCPUs
- Memória: até 16 TB por VM
Minha leitura do Day 2
Diferente do Day 1, que foi anúncio atrás de anúncio, hoje senti o evento respirar fundo e mostrar o trabalho de verdade.
Se o Day 1 foi sobre o que a Broadcom quer vender, o Day 2 foi sobre como isso realmente se sustenta na prática.